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REDUÇÃO DE JORNADA E FIM DA ESCALA 6X1 PREOCUPAM O SETOR INDUSTRIAL

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O SINDICER/RS marcou presença, no dia 27 de abril, na reunião-almoço promovida pelo Sistema FIERGS, em Porto Alegre, que reuniu lideranças empresariais para discutir os impactos da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. O tema está em análise no Congresso Nacional por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), além de um Projeto de Lei (PL) recentemente encaminhado pelo governo federal.


Durante o encontro, foram apresentados estudos e projeções que acendem um sinal de alerta para o setor produtivo. Entre os possíveis efeitos estão a retração na geração de empregos formais, o avanço da informalidade e impactos negativos no Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa é de que a redução da jornada para 40 horas semanais possa gerar um aumento de até R$ 267 bilhões por ano nos custos com trabalhadores formais, sendo cerca de R$ 88 bilhões somente na indústria.


O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, enfatizou que a proposta exige cautela e amplo debate. Segundo ele, mudanças dessa magnitude precisam considerar os efeitos diretos sobre a atividade econômica e o ambiente de negócios, especialmente em um cenário que já impõe desafios à indústria.


Convidado do evento, o deputado federal Lucas Redecker detalhou o andamento das propostas no Congresso e destacou que o tema será aprofundado em comissão especial na Câmara dos Deputados. Ele ressaltou a importância de discutir alternativas que reduzam os impactos ao setor produtivo, como mecanismos de compensação e um período de transição.


Entre as sugestões debatidas, estão a desoneração da folha de pagamento e a construção de uma transição gradual para a nova jornada. Também foi abordada a PEC do Jovem Aprendiz, que busca ampliar as oportunidades para jovens em formação técnica, contribuindo para suprir demandas do mercado de trabalho.


Representando o setor cerâmico, o presidente do SINDICER/RS, Paulo Roberto dos Santos Soares Júnior, e a executiva Viviane Corsino da Piedade acompanharam as discussões e reforçaram a necessidade de equilíbrio nas decisões.


“Precisamos tratar esse tema com muita responsabilidade, pois qualquer alteração na jornada de trabalho tem impacto direto na estrutura produtiva das empresas. No setor cerâmico, que já lida com margens apertadas e alta carga de custos, medidas sem a devida compensação podem comprometer investimentos, a competitividade e, principalmente, a manutenção de empregos ”, afirmou o presidente.


Outro ponto destacado no encontro foi a competitividade da indústria brasileira. Lideranças alertaram que, enquanto o país busca ampliar mercados por meio de acordos internacionais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia, iniciativas que aumentem o custo de produção podem reduzir a capacidade competitiva das empresas nacionais.


A participação do SINDICER/RS reforça a atuação da entidade na defesa dos interesses do setor e no acompanhamento de pautas estratégicas que impactam diretamente a indústria e o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.



 
 
 

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